UOL – Começou sem R$ 20 para pagar o motoboy e hoje fatura R$ 16 mi com coxinha

UOL – Começou sem R$ 20 para pagar o motoboy e hoje fatura R$ 16 mi com coxinha

Carol Martineli, 36, decidiu apostar no que considera uma “paixão nacional” e criou novas versões para o tradicional bolinho de massa de farinha e recheio de frango. Em 2009, quando começou a trabalhar com alimentação, não tinha dinheiro sequer para pagar o serviço de entregas. No ano passado, ela faturou R$ 16 milhões com a Carol Coxinhas.

As coxinhas são vendidas em copos, com preços que variam de R$ 4,50 a R$ 17,50.

Todos os meses ela produz entre 6 milhões e 8 milhões do salgadinho para abastecer 40 lojas da rede, que estão espalhadas por Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Mas nem sempre foi assim.

Em 2009, ela e o marido, Alexandre Martineli, 35, adquiriram uma lanchonete falida na cidade de Andradas, interior de Minas Gerais, dispostos a empreender e fazer do local um sucesso. “Na primeira noite, nós choramos porque não havíamos vendido nem R$ 20 para pagar o motoboy”, afirmou a empresária.

Segundo ela, desistir não era uma alternativa: o casal precisava recuperar ao menos os R$ 30 mil que haviam emprestado para comprar o negócio. O jeito foi arregaçar as mangas e trabalhar de domingo a domingo. No prazo de um ano, transformaram a lanchonete em uma conceituada hamburgueria.

Apesar do sucesso, em 2015 Carol decidiu apostar em uma loja segmentada e vender apenas coxinhas. “Foi a escolha que fizemos para conseguir escalar”, disse. Ela e o marido fecharam a hamburgueria e investiram R$ 70 mil para começar o novo negócio, já formatado para virar franquia.

Logística própria garante o mesmo sabor

As receitas das coxinhas são exclusivas e, a cada data festiva, são lançados novos recheios e sabores, segundo a empresária. Por exemplo, a morangoxinha (massa crocante de coxinha com recheio de morango), chocoxinha (massa crocante de coxinha com recheio de chocolate) e coxibe (mistura de dois tradicionais quitutes: coxinha e quibe).

Todos os produtos saem de uma fábrica própria, localizada em Andradas, e abastecem os franqueados. “Foi a maneira que encontramos para manter a qualidade e o sabor, que são nossa marca registrada”, declarou Carol.

A logística também é própria, feita com veículos refrigerados, que fazem a entrega dos produtos congelados. Outro diferencial é que as franquias funcionam como pontos de distribuição: além de vender no local e atender pedidos para festas, os franqueados podem abastecer outros locais, inclusive concorrentes. “Temos um número bem grande de vendedores autônomos que adquirem nossos produtos para revender”, afirmou Carol.

Entrega do produto pode ser problema, diz especialista

A aposta na alimentação fora do lar é acertada, disse o consultor do Sebrae-SP Leonardo Paiva Lopes. Ele afirmou que o setor mantém a expansão mesmo durante a crise. Em 2016, cresceu 8,5%, e no ano passado, 7,1%. “Isso mostra que existe demanda por alimentação pronta. Por isso mesmo, investir em alimentação segue como tendência”, declarou.